quarta-feira, 28 de setembro de 2016

O dia em que Ayrton Senna andou de Chevette, Gol e até Oggi...

É incrível pensar que a maior lenda das pistas já tenha andado em carros que muito provavelmente fizeram parte de nossa vida em algum momento. Por mais que estes modelos tenham sido testados há mais de 30 anos, quando ainda eram "carro do ano", é muito interessante ver a opinião de um astro que vivia cercado por modelos da elite esportiva automobilística.

Como sempre, foi muito sincero e as vezes até áspero sobre alguns quesito em alguns modelos.

Quer saber o que ele disse? 

sábado, 24 de setembro de 2016

Playboy, gostosas e os sensacionais carros rosas...

Houve um tempo - há muito tempo atrás, na verdade - em que ser uma belíssima mulher andando com um carro rosa na rua era atrair olhares de admiração e reprovação.

Ao contrário do que muitos pensam, não foi a Mary Kay com sua "pink fever" inaugurada há alguns anos atrás que estreou a tática de representar suas "colaboradoras" através de um presente valioso, traduzido em um carro representativo, sempre na cor rosa.

A Playboy (meninas que não sabem, revista masculina de nu artístico feminino - rapazes que não sabem, bem...) sempre teve em suas edições as famosas "playmates", que eram modelos que se destacavam na edição e também vinham ilustrando seus famosos posteres, artigo obrigatório em quartos de garotos adolescentes de gerações passadas. Ao final do ano, a escolhida entre as doze beldades pelos fotógrafos e principalmente pelo chefão e dono, Hugh Heffner (não raras vezes ela era escolhida como "namorada" deste também), era eleita a Playmate do Ano, ganhando como presente a quantia de US$ 25.000 (que na época valia muuuito mais), uma moto e um carro.

E é aí que entra a magia da história...

Diferentemente de sedans médios normais e sem graça, plotados de pink e emprestados para fazer representação, a Playboy presenteava - de verdade - suas modelos com carros que eram o sonho dos garotos (e garotas) daquela geração, sempre modelos esportivos, caros (aí dependia também da tiragem da edição, claro) ou lançamentos que estavam no auge da cadeia automobilística, sendo que de 1964 a 1975 todos eram rosa!!!

Mais do que um presente merecido e que ilustrava uma imagem particular ligada à Playboy e à fama dessas deusas, o modelo rosa que ilustrava as campanhas da Playboy era catapultado ao topo da publicidade, ambição de todo fabricante de automóveis. Assim, conta a lenda que em vários anos, o modelo oferecido era um presente do fabricante à Playboy como forma de divulgar seu modelo em páginas que seriam lidas por uma grande fatia de seu público potencial (nada oficial, mas eu sinceramente não duvido...)

Esta política de premiação durou até 2010, com inúmeros modelos de carros de diversos fabricantes de renome. E por mais atrativos que tenham sido, nunca terão o mesmo apelo de fascinação e desejo que os modelos rosa tiveram. 

Foi uma era de ouro - da revista, dos carros e por que não dizer - do jeito homem de ser.

Donna Michelle
Ford Mustang 1964

Jo Collins
Sunbeam Tiger 1965

Allison Parks
Dodge Charger 1966

Lisa Baker
Plymouth Barracuda Fastback 1966

Angela Dorian
AMC AMX 1968 

Connie Kreski
Shelby GT500 Fastback 1969 

Claudia Jennings
Mercury Capri 1970

Liv Lindeland
De Tomaso Pantera V8 1972

Marilyn Cole
Volvo 1800ES Sports Wagon 1973

Cindy Wood
Mercedes-Benz 450SL 1974

Marilyn Lange
Porsche 911S 1975


Obs.: Em 1971, Sharon Clark foi presenteada com uma lancha Spectra Ski Boat do mesmo ano, que na verdade era vermelha. Não deve ter sido um bom ano em vendas. Ou não...






quarta-feira, 21 de setembro de 2016

TESÃO AUTOMOTIVO

BACK FIRE - é o efeito causado pelos motores à combustão de alta potência quando uma mistura rica em combustível não é totalmente queimada no motor, entrando então em combustão quando em contato com as áreas aquecidas do escapamento, provocando a liberação de labaredas por este...


Olha só essa imagem - clássica - da BMW 320 Gr5 DRM 1979, pilotada pelo foda excelente Manfred Winkelhoch (in memorian) soltando labaredas infernais ao reduzir para entrar na curva... 

Fiquei sem palavras...

terça-feira, 20 de setembro de 2016

TURBO Compressores - Quem começou ?

Muita gente acredita que a invenção e utilização do turbocompressor em automóveis de passeio é coisa do fim dos anos 80 e início dos anos 90, quando esta tecnologia passou a ser mais difundida e utilizada pelos fabricantes. Mas a história começa muito, muito antes.

Embora já houvesse antes alguns protótipos em testes fazendo uso desta tecnologia, seu lançamento oficial como tecnologia oferecida em carros de produção foi em 1962, com o Oldsmobile F-85 Jetfire e o Chevrolet Corvair Monza. Embora pertencessem ao grupo GM (General Motors), possuíam representatividade individual no mercado e disputavam compradores entre seus modelos - o que fez com que a Olds ganhasse a corrida no lançamento por apenas duas semanas.



Por fora, carros com dimensões semelhantes, carrocerias longas, largas e baixas com um design esportivo e o turbo oferecido nas versões de duas portas. Mas mecanicamente, tudo diferente.


No Olds, havia um motor V8 de 3.5l e 215 c.u. totalmente em alumínio colocado lá na frente, alimentado por um carburador "single barrel" e uma turbina Garrett T5 de diâmetro reduzido. Este conjunto proporcionava, coincidentemente, 215 hp.

No Chevy, o motor era um flat six refrigerado a ar, de 2.4l e 145 c.u. montado na traseira, assim como no Fusca. A turbina posicionada na bancada central proporcionava, inicialmente, 150 hp, posteriormente passando a 180hp, já em 64.


Se o Jetfire tinha o fator de lançamento da tecnologia, e um nome excelente para o produto, ele possuía uma característica de funcionamento que "matou" o modelo: seu turbo compressor necessitava de um líquido refrigerante, composto de água e álcool metílico chamado "Turbo Rocket Fluid", para que não houvesse batida de pino devido à carga exercida pelo turbo e pela alta compressão do motor. Caso o dono esquecesse de completar o fluído, havia uma borboleta que limitava a carga do turbo para evitar quebras. 

O problema é que os donos sempre esqueciam de completar, e quase sempre os Olds quebravam.

Assim, mesmo chegando um pouco depois, o Corvair encontrou no problema do concorrente o espaço para impor sua tecnologia, de funcionamento direto e descomplicado, consequentemente resultando em confiabilidade e pouca manutenção. 


O motor Turbo Corsa conquistou os clientes, mas esbarrou na suspensão traseira de eixo individual, que foi considerada "insegura em qualquer velocidade" pelo livro do jornalista Ralph Nader, que posteriormente matou o modelo e todo o seu potencial futuro.


Quer dizer - exceto o turbo.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Ladies and Gentlemens - Start your Engines !!!



É com entusiasmo enorme que dou boas vindas a todos no meu recém criado Blog!

Buscando uma forma mais direta e flexível de trazer conteúdo de qualidade aos fanáticos por automobilismo e antigomobilismo, estamos migrando progressivamente para o Blog. Ainda em processo de instalação e adequação, peço a compreensão, paciência e auxílio de todos para que possamos tornar este espaço uma garagem acolhedora e irreverente para todos aqueles que compartilham destes mesmos gostos.

Um grande abraço,