3 - Também produziu nossos clássicos por lá.
Imagine você, gearhead, passeando na terra do Crocodilo Dundee, quando você olha e de repente você vê o que parece ser um Chevrolet Omega. Confuso, você segue em negação e de repente vê um carro que é praticamente um Monza. Então, em um subúrbio qualquer, você entra em colapso por que jura ter visto, atrás de um canguru, o que seria um Chevette "tubarão"...
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| Gostei desse cara... |
Na verdade, você não está louco (mesmo estando na Australia).
Se falamos há alguns dias que a Holden criou e fabricou modelos exclusivos, assim como as demais montadoras, ela também teve de recorrer à modelos de "projetos globais" ou plataformas amplamente comercializadas para atender a diversidade de público local. Dentre estes modelos, temos três conhecidos que também atravessaram o globo.
O Holden Gemini vendido por lá, é basicamente o nosso clássico Chevrolet Chevette produzido por aqui de 1973 a 1977, mas oferecido em várias versões que demoraram (ou não chegaram) por aqui - sedan de 4p, sw 3p, panel van 3p, e a coupé (igual à GTE alemã) - sendo que incrivelmente a nossa versão mais comum (sedan, 2p) não foi vendida lá. Praticamente idêntico ao modelo da Isuzu vendido no Japão (entenda-se mercado "Australasia"), compartilhava inclusive os motores 4 cilindros de 1.6l gasolina e 1.8l diesel desta, montados no mesmo conjunto mecânico que tivemos por aqui (caixa de 4 marchas, tração traseira). Foi eleito o carro do ano 1975 e recebeu o título de carro 4 cilindros mais popular daquele país. Em 1979 recebeu sua segunda geração de mesma plataforma, que durou até 1985.
O Camira australiano é uma versão local do Monza, plataforma global "J" da GM. Oferecido em versões sedan de 4p e sw de 5p, teve o grande carma de substituir vários modelos de imenso sucesso, como o Torana, que era - e é - icônico por lá.
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| Ele já é um tanto sem graça. Perto do Torana, é ainda mais. |
Para a tarefa, a plataforma de motor dianteiro acoplada à caixa, na transversal, e tração dianteira, possuía inúmeras configurações mecânicas e de acabamento. Os motores eram os mesmos 4 cilindros
Mesmo lançado com o fraco motor 1.6l apenas, ganhou o título de Carro do Ano de 1982 pelo conjunto de estabilidade e dirigibilidade frente aos modelos oferecidos pela concorrência. Em 1984 recebeu seu primeiro e unico facelift, que retirou a grade dianteira, aumentou muito os faróis e resultou um visual um tanto controverso ao modelo.
Já quanto à plataforma do Omega, poderíamos chamar de vários nomes (veremos mais tarde), mas vamos nos concentrar no mais comum: Commodore.
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| Não. Você definitivamente não podia reclamar da falta de versões. |
Surgido em 1979, a segunda versão - aquela baseada no Opel Omega A - surgiu em 1988 (lembre-se que o Omega foi lançado em 1986... na Europa) com uma plataforma muito mais moderna, de tração traseira mas com eixos e suspensão independentes, coeficiente aerodinâmico mais baixo e recursos estéticos ultra-modernos.

Como na época a economia japonesa impediu financeiramente a utilização do motor Nissan já utilizado na versão anterior do modelo, utilizaram então o Buick 3.8 V6 utilizado antes em modelos de tração dianteira (e pasmem, só os australianos mesmo) e o converteram para a adoção com a tração traseira, junto com o tradicional V8 5.0 turbo (de 221 hp) e, por que não, o tradicional família II de 2.0l mpfi.

Pra fechar a
noite confuso, o Commodore australiano acompanhou, dentre suas várias versões,
a evolução da plataforma Omega européia, até certo ponto em que passou a ser
mais moderno e agressivo do que a versão alemã, mesmo estando no outro lado do
mundo. Assim, conhecemos por aqui o modelo pós 1998 como Omega Australiano, que
na verdade um dia foi europeu.
Consegue entender?






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