sábado, 15 de outubro de 2016

Fique sabendo! Healey Silverstone e o estepe exclusivo.

1949. Donald Healey, conhecido por sua engenhosidade e criatividade em obter novas soluções para velhos problemas, havia construído um excelente esportivo leve que conquistou vários pilotos com seu comportamento dinâmico e dirigibilidade, fatos comprovados por vários relatos destes. A aerodinâmica avançada - que incluía recursos como esconder os faróis atrás da grade do radiador e para-lamas individuais na frente - conciliada ao motor 4 cilindros de 2,5l e 104hp, montado com o câmbio manual de 4 marchas o levavam à uma aceleração de 0 a 100 km/h em 11s e à velocidade máxima de 182 km/h, impressionantes para a época. Mas talvez mais impressionante seja esta "sutil" característica:



O estepe pode ser ocasionalmente necessário, mas na maior parte do tempo ocupa considerável espaço e gera peso extra, fatores de determinante importância principalmente para um esportivo de dois lugares, com vocação nas pistas de corridas. Mas retira-lo não seria uma opção, já que em algumas competições mais longas o estepe poderia ser usado em trocas durante o percurso e, no uso diário, era peça fundamental de um carro.



Assim, Healey fixou o estepe em um compartimento horizontal na parte central traseira, de forma que parte do mesmo ficasse exposta e com o devido ressalto para que, em pequenos choques, a carroceria não fosse afetada e o efeito pneumático absorvesse grande parte do impacto, sem maiores avarias. Porém, o principal efeito era melhorar a distribuição de peso, junto com o tanque de combustível, posicionado seguramente logo à sua frente. Esteticamente pode não ser o resultado mais agradável, mas talvez seja o mais útil possível. 



A única obrigação era mantê-lo sempre calibrado...


Nenhum comentário:

Postar um comentário