Fundada em 1856, em Victoria - Australia, a Holden começou fabricando tudo aquilo que dava dinheiro em um diversificado mercado de atuação, conforme as demandas produtivas de um país-continente em franca expansão. Migrou para o mercado
automotivo em 1908, quando o mercado local se alavancava, mas acabou enfrentando duas décadas seguintes de dificuldades em estabelecer-se, passando a integrar o gigantesco grupo General Motors em
1931. Pouco conhecida por aqui, do outro lado do mundo ela é sem dúvida uma das
mais respeitadas marcas automotivas, e é por isso que você - verdadeiro entusiasta - deve conhecê-la. Nesta série daremos estes 10 fortes e bons motivos.
1 - Na Australia ela é tão forte quanto uma religião.
Devido à sua posição localizada no fim do mundo geográfica, o mercado de automóveis na Australia sempre foi bastante restrito, assim fundado sobre duas bases bastante sólidas, representativas e de extrema
concorrência em todo o mundo: de um lado a Ford com seus modelos de várias origens (mais para um misto de modelos americanos e britânicos) e do outro lado modelos Opel e Chevrolet - bem como suas variações, fabricados pela
Holden. Como os australianos são loucos(!) pelo universo automobilístico, por
competições de qualquer tipo e havendo esta polaridade automotiva desde os
primórdios, isso foi o estopim para criar uma religião automotiva
(ou melhor, duas) por lá. Mais do que BMW x Mercedes na Alemanha ou mesmo
Chevrolet x Ford nos Eua.
Para se ter idéia, as marcas e modelos mais tradicionais dos "aussies" são tatuados na pele, tamanha a devoção e rivalidade existente. É comum famílias inteiras trazerem este tradicionalismo às suas gerações, um costume que se perpetua de avô para filho, de filho para neto, fazendo com que os modelos adquiridos mudem devido aos anos, mas a fabricante não... Algumas vezes, é claro, um ou outro familiar mais alternativo opta por uma marca importada mais exclusiva (geralmente japonesa ou britânica - bem raro, aliás), mas é muito difícil aquele que migra de Holden para Ford, e vice-e-versa. Em algumas famílias mais tradicionais, isso significa perder o seu lugar cativo no almoço de domingo.
No clássico Mad Max (que quase ninguém sabe, mas que em sua primeira versão era uma produção australiana - motivo de orgulho local, inclusive) gravado em 1979, esta rivalidade era aguçada e transmitida ao público com a trilha sonora de roncos agressivos dos V8 envenenados. De um lado, o maníaco das estradas Nightrider com seu negro e maligno Holden Monaro HQ 1972, enquanto nas forças especiais o policial Max Rockatanski o persegue com seu Ford Falcon XB 4d policial. Após perder sua família tragicamente, o agora "Mad Max" assume o volante de um Ford Falcon XB GT caracterizado, este sim imortalizado como "Interceptor".
Esse clássico fenômeno se reflete ainda no
tradicionalismo de modelos e nomes que ambas - Holden e Ford - mantêm por lá.
Os modelos de entrada e médio mercado até apresentam um certo dinamismo em suas
nomenclaturas, que após alguns anos costumam mudar para atribuir renovação e
modernidade ao novo modelo. Porém, nos esportivos tradicionais os nomes se
mantém por décadas - A Holden com o velho Commodore, sua ute Maloo e o seu
emblemático Monaro, assim como a Ford com o Falcon, a ute de mesmo nome e o
sedan esportivo GT. Seria a mesma sensação de atualmente encontrar atuais
gerações dos eternos rivais Chevrolet Opala e Ford Maverick à venda em suas
respectivas concessionárias - uma rivalidade que ninguém considera quando se
fala em Cruze e Fusion.
Outros nove motivos em breve...




Matéria muito boa! Parabéns, cara!
ResponderExcluirObrigado pela confiança!
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